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Tomada de decisão gerencial: pré-requisitos mínimos para tomada de decisões assertivas

Ter domínio sobre a situação vigente e projetar decisões futuras com informações atuais são dicas importantes para optar por boas escolhas

Inquietos, cheios de energia, estudiosos e inovadores; muitas são as características que moldam empresários de sucesso no atual cenário do mundo dos negócios no Brasil. Seja pela burocracia, altos custos para empreender ou falta de incentivos, o empreendedor brasileiro precisa muito atualizar-se e renovar-se para manter seu negócio de portas abertas.

Diante de tais desafios é imprescindível que donos de empresas estejam atualizados com novas práticas que trazem resultados mais sólidos e rentáveis para seus grupos. Para tanto, nos parágrafos seguintes faremos um apanhado geral dos pré-requisitos que vão ajudar, você, gestor, a ter mais assertividade em suas escolhas e obter mais sucesso e lucratividade em suas atividades.

COMO ESTÁ SEU PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO?

A sucinta pergunta: como está seu planejamento estratégico em muito fará com que gestores reflitam sobre o atual cenário do seu empreendimento. Caso conheçam bem sua importância e como seu uso pode incidir em seu negócio, ponto positivo. Do contrário, acende-se uma luz de alerta com relação à real situação da empresa. Mas, primeiro, vamos entender o que é o planejamento estratégico e qual é sua função.

O objetivo do planejamento estratégico é definir um rumo para uma empresa: analisar e enxergar oportunidades e lacunas no mercado em que se almeja atuar; é uma oportunidade de construir uma visão crítica e minuciosa do seu empreendimento, em que ao final, deve estar claro que papel sua empresa vai desempenhar diante do emaranhado de negócios que declinam devido à sua falta.

Por mais que médios e grandes empreendedores já saibam da sua importância e como elaborá-lo, a velocidade em que o mercado se altera é enorme, principalmente devido à grande concorrência com outras empresas e também pelos avanços advindos com a tecnologia; a todo instante revisões e adequações no planejamento estratégico devem ser feitos.

Essas atualizações poderão deixar mais claras as novas diretrizes, revendo as estratégias perante seus consumidores e de posicionamento de mercado com outras empresas.

ORGANIZE SUA SITUAÇÃO FINANCEIRA

Entre os temas que mais tiveram ênfase e destaque nos artigos, os assuntos voltados à situação financeira foram abordados de forma recorrente. Não por acaso as finanças englobam um status de total atenção e prioridade em qualquer negócio.

A harmonia entre os departamentos contábil e fiscal são de grande valia. Como já abordamos em outras ocasiões, os custos para pagamentos de folha de pagamentos, aluguéis, contas mensais como água, luz, pagamento de empresas terceiras, investimentos, e tantos outros fatores afetam o planejamento financeiro. São inúmeros os custos para manter uma empresa; portanto, é de suma importância que o departamento contábil exerça suas funções de projeções, avaliando a salubridade do grupo e planejando seu futuro a médio e longo prazo.

Em consonância com o contábil, o departamento fiscal também ganha uma responsabilidade de enquadrar a empresa conforme os trâmites e leis vigentes para sua atuação. Discorremos no artigo sobre processos a relevância da integração e centralização de informações de setores da empresa com o uso de softwares profissionais. Novamente cabe citar os resultados que esses esforços em conjunto trazem para qualquer empreendimento.

A IMPORTÂNCIA DA ANÁLISE DE CENÁRIOS EM DECISÕES ASSERTIVAS

Até o momento abordamos dois tópicos referentes ao cenário imediato de uma empresa. Chegamos ao momento de além de estruturarmos os alicerces de agora, deve-se também blindar um negócio para cenários desfavoráveis futuros ou planejar um crescimento diante de um ambiente de crescimento.

Ter domínio sobre a situação do seu empreendimento é requisito básico para efetuar a análise de cenários. Tenha em mãos todas as estatísticas de sua empresa: relatórios de vendas, de estoque, variações mês a mês; custos com fornecedores, de funcionamento do seu negócio, fluxo de caixa. Para auxiliar neste aglomerado de tarefas, o uso de DRE (Demonstração de Resultados do Exercício) desempenha as funções contábeis e fiscais ao mesmo tempo.

Quanto mais assertivas e precisas forem as projeções de cenários futuros, mais preparados estarão os gestores para enxergarem oportunidades de crescimento e, principalmente, investimentos. Afinal, como planejar um investimento futuro sem sequer saber se haverá recursos para tanto? E ainda mais: como assegurar que sua empresa terá caixa para manter suas atividades e pagar seus fornecedores em um cenário de desestabilidade econômica?

A análise de cenários coloca gestores que o usam degraus acima com relação à concorrência ao saber analisar minuciosamente dados que darão projeções posteriores. Aposte nisso.

DEFINA OBJETIVOS, METAS E PRAZOS

Hora de colocar as ações em prática. Presumindo que o planejamento estratégico foi bem elaborado, em paralelo com uma organização financeira saudável, culminando no momento de formular os objetivos, metas, prazos e responsáveis. Devidamente listados, os objetivos devem ir de encontro com as ambições da empresa. Defina quais são. Atuar em outros estados? Aumentar em “x” percentual o volume de vendas? Expandir a quantidade empresas parceiras? Atuar em mercados e clientes ainda não atendidos? Os objetivos são diversos. Liste-os e coloque em prática seu planejamento para atingi-los.

Todo plano de ações precisa necessariamente ter metas e prazos de execução. Sem eles, não há como avaliar o decorrer dos processos e fazer ajustes com sua equipe. Organize reuniões sempre que possível para alinhar com seus colaboradores como está o andamento das ações, propondo melhorias ou novas estratégias, sempre com prazos determinados.

DIRECIONE RESPONSÁVEIS E INTEGRE OS DEPARTAMENTOS

No artigo anterior demos ênfase à mudança de cultura que está em andamento no mercado de trabalho com relação à cultura de processos. Por meio da leitura, foi possível entender essas inovações nas formas de relação de trabalho e de ganho de produtividade. É retrógrado organizar-se retendo informações em departamentos sem um planejamento contínuo e integrado. Perde-se em inovação, criatividade e resultados. Mesmo priorizando estruturas sem necessariamente um nível hierárquico eminente, (embora ainda exista) definir algum funcionário responsável que vai desempenhar um papel de ponte entre envolvidos e gestores é imprescindível.

A reinvenção nas formas de trabalhar e de instigar a inovação são novas tendências eficazes, que proporcionam aos novos profissionais do mercado ambientes instigantes, criativos e desafiadores. Reter talentos tem sido um grande paradigma a empresas, pois esses indivíduos se caracterizam pela quebra de regras e exposição de novas ideias e formas de executar tarefas que equivocamente eram tidas como regras.

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