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Principais fatores que distorcem a visão do cenário real da sua empresa

Idealizar um empreendimento rentável, com sustentabilidade e prosperidade em sua trajetória, atendendo de forma eficiente o cliente é o sonho de muitos empresários. Até que se alcance um patamar sólido, uma empresa inevitavelmente passa por etapas de amadurecimento e consolidação dentro do mercado, visto a concorrência e a dificuldade de somente pagar as despesas. Dados do Sebrae apontam que 30% das empresas brasileiras fecham suas portas no primeiro ano de funcionamento. Mas, afinal, quais são os principais fatores que distorcem o real cenário da uma empresa? Como eles se alastram e como evita-los?

Especialistas são unânimes ao afirmarem: os equívocos são os mais diversos, principalmente com empreendedores de primeira viagem ou com pouca experiência. Dificuldade em lidar com obrigações burocráticas como pagamentos de impostos conforme as leis vigentes; fluxo de caixa saudável; financiamentos e falta de planejamento são alguns dos vários fatores que levam empresas a decaírem seus resultados, frustrando seus gestores.

A seguir, vamos abordar de forma mais profunda alguns destes erros, afim de preveni-los e preparar seu negócio para as arbitrariedades de um mercado tão competitivo.

NÃO SE ATENTAR ÀS NOVAS PRÁTICAS DE MERCADO

Incidente principalmente entre empresários de médias e grandes empresas, já consolidas, a falsa sensação de total domínio e prosperidade eterna é um dos maiores equívocos de empresários com ideias e condutas tradicionais. Quanto mais se estuda o mercado de negócios, mais nítido fica esse seu desenvolvimento contínuo, em que mudanças de práticas são absolutamente constantes.

Hoje se consolidando cada vez mais como uma nova forma de trabalho, o home office, a passos lentos, vem ganhando espaço no mercado, principalmente em empresas com fortes tendências tecnológicas em seu plano de negócios. Se comparamos como o home office é visto hoje e como era analisado há dez anos, com certeza veríamos uma diferença de cultura e casos isolados de sua prática no passado recente.

A área de tecnologia mais uma vez serve como exemplo. A evolução tanto em importância quanto em investimentos na área de TI (tecnologia da informação) em empreendimentos de médio e grande porte hoje é vista não como escolha, mas como obrigação. Não há como não ter pelo menos um profissional, quando não todo um departamento que cuide dos servidores, máquinas e dispositivos de tecnologia, imprescindíveis para o bom funcionamento da empresa e para a produtividade de toda uma cadeia de profissionais.

Essas novas práticas não se limitam somente a novas profissões; elas se disseminam nas formas de consumo, de firmar parcerias, de negociar produtos, de vendê-los, de entregá-los, de como se comunicar com os clientes.

Quem são seus novos concorrentes? Quais têm sido as inovações que oferecem? Como minha empresa está em relação às outras? Meu modelo de negócios é promissor e alinhado com as novas necessidades de mercado ou está defasado?

Justamente neste ponto entra a pesquisa aprofundada de mercado. Mapeando quem são seus concorrentes, onde estão, o que fazem, como fazem, ficará muito mais nítido o que de fato sua empresa vai exercer melhor ou a mais do que as outras para conquistar os consumidores. Instituições como o Sebrae são grandes parceiros dos empreendedores que buscam implementar um DNA mais inovador em suas empresas, e ainda auxilia em realizar essas pesquisas de mercado.

Este fator pode distorcer sua visão empresarial, levando-o a fazer mais do mesmo. Diante de um consumidor que cada vez mais tem ferramentas para comparação de preços e tendência em comprar pela internet, este pode ser um erro crucial.

Tenha claro quais são suas forças e suas fraquezas.  Faça o possível para mudar os fatores que são os pontos frágeis do seu negócio e perceba as oportunidades e novos hábitos que a tecnologia e a internet trouxeram. O mercado pode estar migrando para um lado, mas o seu negócio pode estar remando contra a maré.

NÃO ESTABELECER METAS E PRAZOS

Montado o plano de negócios, com as diretrizes de atuação, ramo escolhido e forma de empreender, chegamos, finalmente aos quesitos administrativos e gerenciais.

Uma das falhas que ocorrem no decorrer da abertura de um negócio que distorce um cenário fidedigno do seu negócio é a falta de estipulação de metas e prazos. Isso não quer dizer que sua empresa obrigatoriamente terá que lucrar já nos primeiros meses. Com algumas exceções, diversos empreendimentos, principalmente em seu primeiro e segundo ano de existência trabalham no vermelho ou somente para se manter. Isso não quer dizer que ao operar com déficit o empreendedor deva ficar tranquilo e se acomodar. Pelo contrário. Deve-se ao máximo estabelecer prazos e metas que estejam de acordo com a salubridade financeira do negócio.

Para tanto, operar com fluxo de caixa e estar preparado para manter sua empresa em pleno funcionamento dos setores, independente de quanto ela tenha lucrado em determinado espaço de tempo é fundamental.

FALTA DE ORGANIZAÇÃO INTERNA

Dividida em departamentos, qualquer empresa direciona funções específicas para cada setor. Esses esforços em conjunto constituem a forma como a empresa opera, vende ou fornece seus serviços. Agora imagine um cenário em que esses setores não conversem entre si. Em que, por exemplo, o departamento comercial efetive uma venda sem saber como está a demanda logística de entrega da empresa ou de funcionários para realizarem esses trabalhos.

Causado pela falta de processos e compartilhamento de informações, esses equívocos afetam diretamente na qualidade do serviço oferecido, colocando em xeque a confiança do seu cliente e a visão que ele vai construir da sua empresa. Um cliente frustrado é um cliente perdido.

Para resolver esse impasse é importante reunir a equipe mensalmente para avaliar os resultados do mês e propor melhorias nos procedimentos internos, otimizando todos os esforços que movem o empreendimento.

A premissa de organização também se aplica aos setores financeiros e fiscal. Estes devem estar devidamente alinhados para terem total controle sobre quais são os custos que incidem para atuação da empresa e como eles devem estar de acordo com a lei, com o intuito de não expor a empresa a sanções fiscais. Quanto mais a empresa cresce, maior é a fiscalização sobre suas operações. Esse planejamento interno, se bem feito, pode elevar o patamar do serviço prestado, colocando sua empresa a frente de seus concorrentes por estar bem organizada e com os setores em consonância entre si.

Portanto, torna-se imprescindível que todas as estatísticas da empresa tenham sido levantadas. Os resultados contábeis de entrada de caixa, saída, situação financeira da empresa, custos com aluguel, colaboradores, pagamento de empresas terceiras, de funcionamento do estabelecimento, enfim, tudo que vai incidir no resultado final do empreendimento. Falaremos em outro artigo sobre como se beneficiar com o uso de ferramentas como o DRE para otimizar esses procedimentos dentro de empresas.

CONCLUSÃO

A dica é sempre focar seus esforços nos processos. Os fatores que podem atrapalhar seu negócio se estendem a inúmeras áreas. Planejar dificuldades, organizar seu negócio sem que uma visão inocente e distorcida possa declinar seus resultados é um desafio e tanto. Porém, atentando-se ao conteúdo acima abordado, com certeza essa tarefa ficará mais fácil.

Empreender não é fácil, mas, ao buscar o máximo de informações e ajuda, o empresário está agregando valor ao seu negócio, beneficiando toda uma cadeia produtiva e de consumo: de funcionários a clientes, fortalecendo o mercado e o consumo como um todo. Bons negócios.

 

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