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Inflação tem previsão de queda

Boletim Focus mostra índice maior para 2015, mas redução para os próximos 12 meses

As previsões para a inflação nos próximos doze meses ficaram menores, de acordo com informações divulgadas no último Boletim Focus, de 3 de agosto. O índice esperado, que era de 5,76%, deve chegar a 5,67%, segundo o boletim. No site do BC (Banco Central) é possível consultar o histórico de metas para inflação, estabelecido pela instituição.

Instituições financeiras mantiveram previsões para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) para em torno de 5,40%. Contudo, vale destacar que, para 2015, mesmo com a redução prevista para doze meses, a expectativa de inflação acumulada no ano é de alta de 9,23% a 9,25%.

A previsão para o PIB continua de queda de 1,8% neste ano, ante aumento de 0,2% esperado para 2016.

Neste ano, a balança comercial brasileira deve fechar com superávit de US$ 6,4 bilhões, mesma previsão do boletim anterior. Em 2016 este superávit deve passar de US$ 14 bilhões.

Mesmo com o recente aumento do dólar, a previsão é que o ano de 2015 feche com a moeda americana cotada na casa de R$ 3,35 (frente a R$ 3,25 na previsão anterior). Em 2016 é esperado que feche a R$ 3,49, índice próximo ao atual (a previsão anterior era de R$ 3,40).

A Selic deve fechar o ano em 14,25%. Para 2016, é esperado que caia para 11,88%.

Tipos de inflação

Conceitualmente, a inflação está ligada ao aumento constante nos preços. No entanto, a inflação está, de fato, à desvalorização da moeda no mercado financeiro, normalmente por um aumento da oferta da mesma. O dólar em ascensão também afeta o índice. Para o consumidor, há diminuição real no poder de compra e nos salários.

A inflação pode ser dividida em inflação de demanda (um setor específico sofre com alta demanda de produto/serviço ou há um aumento na disponibilidade de crédito para o mesmo, causando aumento de preços) e inflação de oferta (produzir torna-se mais caro e os preços são repassados ao consumidor). Existe também a chamada inflação do tipo inercial ou “psicológica”, caso em que a população tem expectativa de aumento, o que pode afetar alguns índices.

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