Escrito por Marketing Ausland em

Inadimplência em educação de nível superior começa a arrefecer

A crise atingiu seriamente as instituições de ensino, que se viram às voltas com alta inadimplência. Mas os números começam a melhorar

37. Dados de mercado - educação

Boa notícia para o setor de Educação. Após dois anos seguidos de aumentos na taxa de inadimplência dos alunos de todos os setores de Educação, o número de prestações não pagas começa a dar sinais de melhora.

Segundo dados do Indicador de Inadimplência em Educação, elaborado pelo SPC Brasil, houve uma queda de 2,5% no número de prestações não pagas em cursos de nível superior, de janeiro a maio deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Números muito melhores que aqueles verificados nos anos de 2013 e 2014, quando houve crescimento de 15,8% e 16,8%, respectivamente, o que revela uma reversão de tendência. Segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a queda na renda das famílias fez com que muitos estudantes procurassem trabalho e desistissem de cursar o nível superior, o que causou a queda na inadimplência.

A inadimplência no setor de educação em geral também aumentou números positivos. Enquanto as dívidas não pagas na economia brasileira como um todo cresceram 6,7% no período, a inadimplência em educação cresceu 4,3%, ficando abaixo do crescimento da economia geral pela primeira vez desde 2013.

Os números positivos da educação superior ajudaram a puxar os números para baixo. Afinal, a inadimplência no nível superior atinge, agora, 43,48% do total de dívidas não pagas de todo o setor de educação; ensino fundamental, infantil e médio respondem por 33,7%; educação profissional de nível técnico e tecnológico responde por 6,18%; outros setores respondem por 1,6%.

O nível superior responde por um maior percentual de inadimplência devido ao perfil demográfico dos alunos. Afinal, é comum que os estudantes de faculdade paguem sua educação com o próprio dinheiro, justamente num momento em que estão começando suas carreiras, ao contrário de outros setores, onde o pagamento é realizado por pais que já costumam ter suas carreiras consolidadas.

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