Escrito por Marketing Ausland em

Como escolher um sócio para seu negócio

Abrir o próprio negócio muito provavelmente já passou pela mente da maioria das pessoas. Com o auxílio de um sócio o projeto pode engrenar com mais facilidade ou, pelo contrário, desencadear uma série de problemas – tudo depende dos critérios de escolha de quem integrará a sociedade. Inclusive, uma pesquisa realizada pelo professor Noah Wasserman da Harvard Business School, apontou que 65% dos casos de fracasso de startups teve relação com problemas entre os sócios.

Quem está pensando em ter uma sociedade precisa inicialmente fazer um questionamento: é necessário ter um sócio naquele momento ou será que é mais viável contratar alguém com as características necessárias? Afinal, assim como um sócio pode ser útil para trazer recursos ou fazer acordos, ele também vai requerer dividir decisões, poder e resultados. Da mesma forma como você possui expectativas frente a um sócio, ele também terá sobre você. Caso haja realmente a necessidade de uma sociedade, é preciso prezar por alguém que combine com você na forma de pensar e agir, pois a convivência será diária e por um longo período.

Embora muitos acreditem que a opção ideal é ser sócio de alguém com quem se tenha total identificação, como um familiar ou um amigo, este não é o principalmente critério que deve ser levado em consideração e, sim, escolher uma pessoa com quem se consiga alinhar as expectativas, prever os problemas futuros e criar estratégias para evitá-los e/ou solucioná-los. Sociedade envolve interesses em comum, inteligência para os negócios e confiança. Confiança não tem relação apenas com a preocupação em não ser lesado financeiramente, mas ter a certeza de que o sócio está efetivamente engajado para fazer o negócio deslanchar, mesmo em meio às turbulências.

Competências e habilidades são outros dois pontos que também precisam ser levados em consideração. É necessário identificar quais as experiências e conexões o potencial sócio possui e como elas podem contribuir para o negócio. Busque saber como está a vida dele em termos familiares, financeiros e de saúde. Pesquise previamente sobre seus antecedentes, pois é essencial começar uma sociedade contando com alguém que esteja estável financeiramente e emocionalmente.

Por fim, depois de devidamente escolhido o sócio, deve-se documentar formalmente por meio de um plano de negócios as questões ligadas à divisão de ganhos, visão de futuro, objetivos, capitalizações e riscos, e prezar por um contrato social ou acordo de acionistas, bem claro e estruturado. Com todos esses cuidados aplicados, minimizam-se os riscos de que o sonho do negócio próprio se torne um pesadelo no futuro, com perdas emocionais e financeiras.

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