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Centralização e descentralização da Gestão

Seja nos bastidores do meio empresarial ou nas discussões sobre novos modelos de negócios, o debate acerca da centralização e descentralização de gestão é a pauta da vez no mercado de trabalho.

Mas, afinal, você sabe o que é uma gestão centralizada e o que é uma gestão descentralizada? Quais são as diferenças entre elas? Ganhos e perdas? São justamente esses questionamentos que vamos abordar neste post. Confira.

Por que falar sobre isso?

Para discorrermos sobre esse conteúdo, primeiro, é interessante inteirar-se sobre sua atualidade e os motivos para que esteja na pauta do mercado de trabalho. As últimas duas décadas têm trazido para o meio corporativo novas formas de se enxergar o mercado de trabalho e, principalmente, as maneiras de gestão empresariais, visando criar ambientes mais criativos e leves para se desempenhar funções em empresas.

Diante de um mercado em transformação, o perfil dos profissionais também se alterou, em que os mesmos buscam fugir de modelos ultrapassados de organização de tarefas e demandas.

Nesse contexto, proprietários e gestores de empresas estão repensando as diretrizes e formas de organizar seus empreendimentos, buscando ao máximo atualizar-se a essa nova realidade. Diante de todas essas mudanças e busca por renovação que torna-se pertinente a remodelação da gestão de negócios. A seguir, vamos conferir suas características e particularidades.

O que é gestão centralizada?

Sendo breve, uma gestão centralizada se baseia em um modelo em que a tomada de decisões está próxima do topo hierárquico de uma empresa, ou seja, dos cargos mais altos dentro dela. Uma gestão centralizada vai além do que somente da disposição de quem decide ou não, mas perpassa para a vertente cultural da empresa: na forma de relação entre gestores e funcionários, interferindo também na organização e nas formas de executar as tarefas do cotidiano.

Entre as vantagens desse modelo podemos citar: maior controle; uniformidade de procedimentos; responsabilização maior; evita-se duplicação de tarefas e facilidade no controle. Entre as desvantagens, destacamos: decisões tomadas longe do cerne do problema; dependência da cúpula para muitos processos; menor competição entre unidades, além da ineficiência na utilização de recursos.

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Essa forma de organização era muito predominante nas décadas passadas, com o fator hierárquico com muita interferência no cotidiano das atividades. Porém, com o passar dos anos, percebeu-se que esse modelo tinha sérios problemas de gestão, ficando ultrapassado. Aos poucos, foi sendo disseminado no mercado a optação por um sistema mais descentralizado, que é o qual veremos a seguir.

E a gestão descentralizada?

Totalmente inversa da primeira, a gestão descentralizada explora caminhos totalmente opostos em sua essência e aplicabilidade. Entendida como uma forma de administração em que todos os agentes envolvidos participam das soluções dos problemas, desde a detecção, até as tomadas de decisões que vão culminar em melhorias dentro de empresas.

Sua principalmente característica é que mesmo continuando havendo hierarquias, elas se apresentam muito mais nas funções exercidas do que no autoritarismo ou na submissão que são impostas na gestão centralizada.

Essa nova forma de gestão para empresas tem se propagado cada vez mais, pois se encaixa muito bem em empreendimentos que prezem pela inovação e tecnologia como valores principais.

Entre as vantagens que podemos enumerar estão a maior autonomia de gerentes; agilidade na toma de decisões; competição positiva entre setores; otimização de recursos; maior retenção de talentos; utilização de conhecimentos específicos; maior assertividade em entregar com maior qualidade e celeridade a demanda dos clientes, além da menor dependência da cúpula para colocar em práticas as ações do cotidiano do trabalho.

Ao enxergar as novas conjunturas empresariais que estão se consolidando no meio empresarial, percebemos facilmente como a forma de gestão descentralizada encontra um campo fértil para atingir cada vez mais empresas. Atualmente temos as startups como exímios exemplos desse tipo, já muito bem estruturadas em várias regiões do Brasil, principalmente nas capitais, modelos esses que já adotam em muito a gestão descentralizada.

Porém, não só de vantagens traz a escolha para o modo descentralizado. Entre suas desvantagens podemos citar: falta de uniformidade nas decisões; tendência ao desperdício e à duplicação de informações eficientes e comunicação menos eficiente.

O importante, nesse momento, é fazer uma análise completa da sua empresa. Qual é o ramo em que ela atua? Em que nível é fundamental que ela seja descentralizada? Como vou implementar essas mudanças?

Não que seja necessário fazer uma mudança radical e abrupta na forma de organização do seu empreendimento. É mais inteligente ter um plano para efetuar essa transição de uma forma organizada e estruturada em processos do que deparar sua equipe com uma nova maneira de trabalhar do dia para à noite.

Lembre-se: toda mudança precisa de um tempo de adaptação. Essa afirmação vale para todos os colaboradores da empresa, independente do nível hierárquico.

Como discorremos acima, ambas têm seus pontos fortes e fracos. Porém, entende-se de forma uniforme que a gestão descentralizada detém muito mais vantagens em relação à oposta, se tornando mais atual e de acordo com o atual retrato do meio empresarial em que vivemos.

Reúna sua equipe. Colete os depoimentos e confira qual é a empresa dos sonhos deles. Com certeza, uma das maiores melhorias advindas com a gestão descentralizada é o fator de os próprios funcionários que convivem e conhecem como ninguém os fatores interferem negativamente os resultados podem propor as soluções para esses problemas, sentindo-se muito mais valorizados e com voz dentro da empresa.

 

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